Boletim 02 | Junho 2015 | 2º trismestre

“Existem pesquisas que apontam que a Arte desenvolve a capacidade cognitiva da criança e do adolescente de maneira que ele possa ser melhor aluno em outras disciplinas (…). Em Arte opera-se com todos os processos da atividade de conhecer. Não só com os níveis racionais, mas com os afetivos e emocionais.”
Ana Mae Barbosa
Em março de 2015, no lançamento do nosso Primeiro Boletim para Educadores, apresentamos ao público a equipe de educadores do Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro e as nossas perspectivas de atuação junto aos mais diferentes públicos, ressaltando a importância da parceria entre Museu e Escola e os benefícios gerados a partir desta relação de confiança e cumplicidade.
Com o objetivo de aprofundarmos e exemplificar ações bem-sucedidas, criamos este novo Boletim e esperamos que, com ele, sejamos capazes de estimular os professores e educadores a criarem conosco novas ações e parcerias significativas e enriquecedoras.
Estamos sediados em uma área especialmente rica em natureza, onde artes visuais e música compõem um cenário de amplas possibilidades educativas e dialógicas. Partindo dessa riqueza de conteúdos e do notável poder de atração destes três temas é que a nossa equipe de educadores elabora as suas propostas de ação para grupos escolares, tendo como foco a ampliação do repertório relacionado aos temas e a importância da experiência cultural artística, bem como o contato qualitativo com o meio ambiente que nos cerca.
Destacaremos nesta edição ações relativas ao tema das Artes Visuais, objetivando tornar visível a amplitude de possibilidades de interação com os equipamentos culturais e estimular o interesse pela participação em nossas atividades educativas.
Todas as atividades ligadas a este tema são iniciadas ou concluídas com uma visita pela coleção de esculturas da artista Felícia Leirner, onde abordam-se aspectos da Arte como “obras tridimensionais”, “arte contemporânea”, “expressões artísticas”, “história e poética da artista”, buscando estimular o olhar do grupo para as sutilezas e possibilidades, sempre levando em conta a faixa etária e repertório de cada grupo.
A primeira atividade que destacamos pode ser desenvolvida com crianças a partir dos três anos, variando a forma de abordagem dos assuntos de acordo com a faixa etária. Envolvidos pela atmosfera da coleção de esculturas, os grupos são convidados a participar de uma oficina de modelagem de obras tridimensionais em biscuit ou massinha (de acordo com a idade dos participantes). A oficina permite a experiência do fazer artístico livre, estimulando a criatividade e trazendo um novo olhar para questões pouco discutidas.
Impulsionados pelo contato com a arte contemporânea, os participantes elaboram temas, refletem sobre formas de expressão e problemáticas concernentes ao mundo das artes, além de estarem liberados de conceitos cristalizados, como “perfeição”, “verossimilhança”, “verdade” etc., o que os permite vivenciar uma experiência única, genuína e transformadora.
Ainda dentro do tema das Artes Visuais, outras muitas atividades já acontecem (“contação de histórias”, “caça aos detalhes”, “quebra-cabeças” etc.) e ainda podem ser desenvolvidas em parceria com professores, educadores, escolas ou entidades. Museu e o Auditório só existem no seu contato com o público, que ao vivenciar a experiência do contato com a arte e a cultura reinventam sentidos, atribuem valor, questionam padrões e transformam realidades!


