2º QUADRIMESTRE
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O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Museu Felícia Leirner, Auditório Claudio Santoro e ACAM Portinari, informam:

BOLETIM 33 Campos do Jordão | Agosto | 2023

UMA COLCHA DE RETALHOS: ENTRE A INFÂNCIA, A ESCOLA E OS EQUIPAMENTOS CULTURAIS

“Uma colcha é tanto um registro de história de vida quanto uma coberta confortável.”

bell hooks

Durante as visitas do público infantil, perguntas para conhecer mais o grupo são sempre bem-vindas e entre elas temos “o que encontramos nos museus?”. As respostas muitas vezes são “coisas velhas”, “livros”, “dinossauros”, “animais empalhados” e “pinturas”, entre várias opções. Quando explicamos, então, que o Museu Felícia Leirner é um museu todo a céu aberto, repleto de esculturas de diversos materiais, formatos, tamanhos e da mesma artista, temos a possibilidade de adicionar essa construção de um museu no imaginário dos pequenos. E, não menos importante, ao passarmos pelo Auditório Cláudio Santoro, conseguimos resgatar sua grandiosidade, acústica, história e beleza complementada pela Mata Atlântica ao nosso redor.

Em alguns momentos, este pode ser o primeiro contato das crianças com esses espaços culturais recheados de história e que farão parte de suas memórias e trajetórias, compondo, desta forma, mais uma parte da colcha de retalhos que é a vida, onde cada “retalho” é referente a uma experiência, local, troca ou pessoas que cruzam nossos caminhos. Essas ocasiões de contato com os espaços, diversas vezes, são proporcionadas por um passeio escolar e é neste momento que destacamos a importância da parceria entre os equipamentos culturais e as escolas. Essa ponte depende principalmente de um canal de comunicação entre ambos, uma relação de troca mútua com objetivo principal de proporcionar, aos estudantes, experiências enriquecedoras.

“Podemos afirmar que o sucesso das ações com públicos escolares depende da criação de um canal de comunicação efetivo entre os profissionais dessas instituições: o professor e o educador do museu. Um programa educativo consistente é um grande diferenciador para museus e centros culturais. Programas educativos que contemplem a formação de professores, com palestras e visitas-guiadas, dão oportunidade, aos professores, de prepararem seus alunos previamente à visita, o que sabemos, aumenta muito as potencialidades educacionais desse momento.” (MARTINS, 2013, p. 26-27)

Pensando nesse tipo de parceria, o setor educativo desenvolveu novo portfólio de atividades para apresentá-lo aos novos docentes da rede municipal. O objetivo é de demonstrar as ações oferecidas e realizadas pelos educadores, seja nas dependências dos equipamentos culturais para finalizar uma visita educativa, ou ainda no projeto “Museu vai à escola” em que o núcleo educativo leva oficinas à sala de aula. O material apresenta diversas atividades focadas nos três eixos temáticos: Artes Visuais, Música e Meio Ambiente. Contém uma foto de suas respectivas produções, indicação de faixa etária e sugestões de datas, pois a proposta das atividades adicionadas ao dossiê foi pensada também nas diversas datas comemorativas do primeiro semestre de 2023.

O portfólio foi apresentado entre fevereiro e março, em 15 escolas municipais de Ensinos Infantil, Fundamental I e Fundamental II, resultado da colaboração entre Museu e Auditório e Secretaria de Educação Municipal de Campos do Jordão (SP). Com esses encontros, o Núcleo Educativo atendeu o público escolar, a maior parte de escolas municipais, nos programas “Visitas Educativas” e “Museu Vai à Escola”.

Esses momentos de diálogo e presença dos educadores em sala de aula, foram e são de extrema importância também para início de um contato dos alunos com o Museu e Auditório ainda no espaço escolar. Além disso, em vários momentos, os equipamentos foram temas de aulas ministradas pelos professores para o preparo da turma para a visita educativa.

Para assegurar a continuidade dessas ações, o núcleo educativo irá trabalhar na atualização do portfólio baseado nas experiências e resultados obtidos neste primeiro momento, buscando aprimorar o material e, então, apresentá-lo novamente após o retorno das férias escolares de julho. Também vai ampliar a ação para as escolas particulares da cidade e escolas de ensino médio municipais.

Toda essa mobilização busca aproximar não apenas o público escolar para o Museu e Auditório, mas principalmente o público jordanense, fortalecendo a construção do sentimento de pertencimento para com os equipamentos culturais, como patrimônios culturais de Campos do Jordão.

REFERÊNCIAS

PEREIRA. Júnia Sales et al.. Escola e museu – Diálogos e práticas. Belo Horizonte: Secretaria de Estado de Cultura/ Superintendência de Museus; Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais/ Cefor, 2007.

MARTINS, Luciana Conrado et al.. Que público é esse? Formação de públicos de museus e centros culturais. São Paulo: Percebe, 2013.

MUSEU FELÍCIA LEIRNER E AUDITÓRIO CLAUDIO SANTORO. Programa Educativo e Cultural. ACAM Portinari: Campos do Jordão, 2021.

Portfólio de Atividades do Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro, 2023. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1-K8RQXWxoziwQ3EM4PFm1cynUrjGr2jc/view?usp=sharing

PINTO, Júlia Rocha; COUTINHO, Rejane Galvão. Arte-educação em instituições culturais: O ensino não formal em museus de arte. S/d.  Disponível em: http://www.nupea.fafcs.ufu.br/pdf/10eraea/relatos_pesquisa/arte_educacao_em_instituicoes_culturais.pdf  . Acesso em: 09/04/2023.

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